UM POEMA INÉDITO DE ANTÓNIO TELMO

 

António Telmo no atelier de Carlos Aurélio

 
Mississipi*
 
Balada do cão perdido
Preso pelo faro ao dono
Porque, mesmo adormecido,
O faro mantém no sono.
 
Assim, de noite ou de dia,
Sempre’stá com quem não’stá,
Em seu ser não se desvia
De quem a alma lhe dá.
 
Alma p’ra sempre perdida
Nos versos desta balada,
De ti não tira o sentido
A dormir ou acordada.
 
Agosto de 1994
 
António Telmo
 
__________

*poema escrito por António Telmo no café Framar, em Vila Viçosa, depois do desaparecimento da cadela beagle do seu amigo Carlos Aurélio ─ a Mississipi = missing, tal qual o seu nome (!) ─ em plena Serra d’Ossa. O poema foi ditado por António Telmo e escrito por Carlos Aurélio na última página de um exemplar da História Secreta de Portugal.

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