REGRESSO A PASCOAES: O COLÓQUIO EM IMAGENS

A segunda sessão das Congeminações 2012, dedicada a Teixeira de Pascoaes no ano em que se assinala o centenário da Renascença Portuguesa e da edição, com a chancela deste movimento, de Regresso ao Paraíso, livro que o vate de Gatão considerou ser a sua obra definitiva, decorreu, no passado dia 21 de Abril, na Biblioteca Municipal de Sesimbra, sob o signo da diversidade das comunicações. Em comum, a admiração pelo poeta que António Telmo mais amava, logo a seguir a Camões.

reportagem fotográfica de Filipe Nobre Gomes

Mário Rui Vieira, responsável da Al-Barzakh, apresentando a edição fac-similada dos primeiros números da segunda série da revista A Águia, cuja publicação, sob a direcção literária de Pascoaes, se iniciou justamente em Janeiro de 1912.

 

Pedro Sinde ofereceu aos presentes na Sala Polivalente uma hermenêutica aturada e fecunda da Senhora da Noite, à vista da reflexão que motivou a outro dos oradores da tarde, numa carta aberta que aqui publicaremos em breve, em estreita conexão com o pensamento de António Telmo. 

António Carlos Carvalho abordou precisamente as ligações, no plano do pensamento, do autor da História Secreta de Portugal com a obra visionária de Teixeira de Pascoaes (livro que em 1977 lhe coube editar e de que, na foto, se encontra a ler um trecho do capítulo sobre o poeta do Maranos), tomando em consideração alguns marcos miliários da bibliografia do primeiro, onde decerto avulta o notável prefácio a Londres . Cantos Indecisos . Cânticos, editado em 2002 pela Assírio & Alvim. 

 Eduardo Aroso, que veio de Coimbra, cidade onde nasceu, fez a ponte entre a Lusa Atenas e o vulto do vate do Marão. Em Coimbra, Pascoaes estudou Direito e escreveu os seus primeiros livros. E foi na mata do Choupal que, em 1911, se realizou uma reunião decisiva para a criação da Renascença Portuguesa. 

Pedro Martins deu do Maranos e da Saudade uma leitura cripto-judaica, necessariamente controversa, mas  estribada em Álvaro Ribeiro, António Telmo e André Benzimra, de modo a consolidar o veio paraclético reconhecível no Regresso ao Paraíso.

Este mês, a 26, será a vez de se falar de João de Deus, o poeta do Campo de Flores e o pedagogo da Cartilha Maternal, num diálogo com António Telmo e a sua Gramática Secreta da Língua Portuguesa.

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