DE ANTÓNIO CARLOS CARVALHO, SOBRE ANTÓNIO TELMO, PARA «CONFLUÊNCIAS», 5.º VOLUME DOS «CADERNOS DE FILOSOFIA EXTRAVAGANTE»

acc“«Prefiro a todos os livros que nos chegam do estrangeiro os de Gustav Meyrink, um romancista quase desconhecido que Jorge Luis Borges traduziu para a Argentina e que constitui a melhor versão actual de H. Corneille-Agrippa, autor de um famoso tratado de filosofia oculta escrito no século XVI» — excerto de uma entrevista de António Telmo publicada em «Teoremas de Filosofia», nº 3, 2001 e depois reproduzida em «O Mistério de Portugal na História e n’Os Lusíadas».

Quando li esta declaração do nosso Amigo sorri interiormente, num sorriso de cumplicidade. Afinal não era só eu a ter um «fraquinho» por Meyrink e pelos seus estranhos textos. Além de Borges, Telmo confessava assim o seu fascínio por aquele autor. Fascínio, no mínimo, insólito para quase todos, porque poucos conhecem, ainda hoje, Meyrink.

E isso apesar de estarem publicadas por cá estas obras dele: «O Golem» (Vega, 1990 ?), «A Noite de Walpurgis» (Estampa, 1991), «O Cardeal Napellus» (Presença, 2007) «Babinski: o Salteador de Praga» (Imprensa Canalha, 2007) e também a sua introdução ao «Tratado da Pedra Filosofal», de Tomás de Aquino (Fim de Século, 2000).

Lá fora estão publicadas «Na Fronteira do Além», «História do Alquimista», «O Dominicano Branco», «O Rosto Verde» e «O Anjo à Janela do Ocidente». 

Vejamos então alguns traços biográficos deste autor. Embora seja geralmente considerado um escritor de Praga, a verdade é que nasceu em Viena, em 1868 e veio a morrer em Starnberg, Baviera, em 1932. Era filho ilegítimo de um aristocrata, o barão Karl von Hemmingen, e de uma actriz judia, Maria Meyer (Meyrink é nome literário que adoptou).”

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No universo télmico, como agora nos mostra António Carlos Carvalho no artigo Meyrink e «O Golem», o escritor judeu austríaco Gustav Meyrink constitui-se como uma referência assaz importante, porém  desapercebida pela maioria. Senhor de um imaginário ficcional amplamente tributário da Kabbalah, as suas obras encontram eco ou suscitam paralelos em autores como Moshe Idel, Gershom Scholem, Charles Mopsik, Álvaro Ribeiro ou Jorge Luis Borges. Pode ser (re) descoberto em Confluências, quinto volume dos Cadernos de Filosofia Extravagante

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