DE 5 DE ABRIL A 31 DE AGOSTO DE 2014, NA CASA DO BISPO: EXPOSIÇÃO «O REGRESSO DOS MESTRES: DE GRANADA A SESIMBRA, ANTÓNIO TELMO E AGOSTINHO DA SILVA»

Brasília

“Caro Telmo

Já para não falar de mim, Maria Violante veio entusiasmada com sua escola – a da liberdade, da familiaridade, da criação. Acho que há que acrescentar o louvor da sua pedagogia de gente adulta, inteligente e corajosa, coisa rara por estes lados. Suponho, pelo que vimos, que sua Escola será do melhor que jamais se fez.”

Em 4 de Maio de 1972,  Agostinho da Silva dá conta, pelo precedente jaez, das vivas impressões colhidas na visita à Escola Preparatória do Redondo, que António Telmo, seu Director, havia fundado no início desse ano lectivo. Vindas de quem vêm, as linhas transcritas da missiva – uma das cerca de 50 que no próximo ano sairão a lume na revista NOVA ÁGUIA – são de extrema eloquência quanto à excelência pedagógica de Telmo; mas não nos contam tudo o que se passou. Na bagagem, com efeito, Agostinho levara dois conjuntos de obras suas (um destinado ao amigo, outro à biblioteca escolar), incluindo desde exemplares das Vidas de homens célebres e dezenas de títulos dos Cadernos de Informação Cultural a folhetos como O Baldio do Povo, Compostela – Carta sem prazo a seus amigos e Barca d’Alva – Educação do Quinto Império, passando por As Folhas Soltas de São Bento. Se a tónica dominante desta oferenda (de que ainda dá testemunho a biblioteca de António Telmo) parece ter sido a de por ela se constituir um acervo norteado por propósitos didácticos e de divulgação, a verdade é que o mesmo permite considerar as três grandes etapas do binómio “Vida e Obra” em Agostinho: as décadas que antecedem a partida para o Brasil; os anos em terras de Vera Cruz; e os dias do regresso à Pátria (Agostinho, como Telmo, deixará o Brasil rumo a Portugal, no final de década de 60). A partir daqui, a exposição biobibliográfica e documental que vai estar patente no andar térreo da Casa do Bispo entre 5 de Abril e 31 de Agosto do próximo ano  impõe-se naturalmente como um repositório das relações de Agostinho da Silva com seu “compadral” amigo António Telmo e com a terra marítima de Sesimbra, lugar da sua segunda casa, logo após a de Lisboa. Beneficiando amplamente da investigação sobre a perene presença agostiniana em solo arrábido-sesimbrense, que tem vindo a ser feita pelo Círculo António Telmo, e do aprofundamento do estudo do convívio espiritual entre os dois filósofos, a que o conhecimento da correspondência de Agostinho para Telmo permite rasgar novos horizontes, a exposição O REGRESSO DOS MESTRES: De Granada a Sesimbra, António Telmo e Agostinho da Silva será comissariada por Pedro Martins e Renato Epifânio e a sua inauguração coincidirá com a realização do grande colóquio dedicado ao autor de Vida Conversável, por ocasião do 20.º aniversário da sua morte. Trata-se, proverbialmente, de mais uma parceria envolvendo o Círculo António Telmo e o MIL: Movimento Internacional Lusófono.

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